Dia de pôr o trabalho em dia!
Olá amiguinhos(as),
Eugénio de Andrade
Em primeiro lugar pedir-vos imensas desculpas por esta minha ausência de postagens aqui no blogue. Mas há alturas em que por mais que queiramos não nos conseguimos mexer, nem dar a volta a tanta coisa que temos em nosso redor para resolver. Peço imensa desculpa, e prometo que vou tentar arranjar mais um bocadinho para este nosso cantinho. Também sugiro, para que esta situação não se voltar a repetir, que vocês leitores, peguem neste nosso espaço e o dinamizem através de comentários e temas que achem adequados e oportuno discutir no espaço dos comentários!
Pois bem, nesta semana em que tive ausente, houve vários dias que mereciam todo o destaque atempado e cuidadoso, e que eu bastante gostava de me ter debruçado sobre eles. Dias como o Dia do Movimento Associativo, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e finalmente sempre marcante Dia da Mãe!
Mas já uns quantos dias passaram sobre eles, e o bolo que se foi acumulando para comentar é demasiado grande, por isso não vou fazer minuciosamente como gostaria, apenas apontar o que acho de relevante em cada um deles, e depois entre todos podemos aprofundar.
Dia do Movimento Associativo – O Movimento Associativo, para mim, continua a ser um pilar na nossa democracia, no nosso crescimento cultural, no processo de dinamização das massas, na discussão minuciosa de qualquer sector para que ele esteja dirigido, na ligação entre diversos parceiros institucionais, na reivindicação, na participação do povo, no processo de trabalho unitário, na construção colectiva! É pena que hoje em dia esteja a cair no esquecimento e seja menosprezado. Situação esta que não está em nada desligada da sociedade em que vivemos e da forma como o nosso governo o tem tratado ao longo dos tempos. Urge revitaliza-lo e dizer não à nova Lei do Movimento Associativo que este governo PS prepara para implementar. Impera a necessidade de o pôr com o povo ao serviço do povo! Dia Mundial da Liberdade de Imprensa – Aqui apetece perguntar: onde está a Comunicação Social livre, pluralista, democrática?? Pergunta absurda está?? Não é!! Porquê?? Porque predomina a concentração dos media numa minoria de grandes grupos económicos que põe em causa o pluralismo, a liberdade de expressão, a liberdade de acesso à informação e a liberdade de emprego dos jornalistas e de outros profissionais da comunicação social. A comunicação social é sem dúvida um grande e lucrativo negócio para os seus grandes proprietários. Mas é sobretudo por constituir um instrumento de influência e de poder político, social, económico e ideológico, que a sua concentração nas mãos do grande capital se revela um preocupante factor de empobrecimento democrático.
Dia Mundial da Liberdade de Imprensa – Aqui apetece perguntar: onde está a Comunicação Social livre, pluralista, democrática?? Pergunta absurda está?? Não é!! Porquê?? Porque predomina a concentração dos media numa minoria de grandes grupos económicos que põe em causa o pluralismo, a liberdade de expressão, a liberdade de acesso à informação e a liberdade de emprego dos jornalistas e de outros profissionais da comunicação social. A comunicação social é sem dúvida um grande e lucrativo negócio para os seus grandes proprietários. Mas é sobretudo por constituir um instrumento de influência e de poder político, social, económico e ideológico, que a sua concentração nas mãos do grande capital se revela um preocupante factor de empobrecimento democrático.
Merece especial atenção a particular gravidade do processo que rodeou a criação da Entidade Reguladora da Comunicação Social: trata-se de um negócio celebrado entre o PS e o PSD, para repartirem entre si o monopólio da regulação do sector, deitando por terra quaisquer expectativas que pudessem existir quanto existir quanto à possibilidade de constituição de um órgão que desse as garantias de independência, idoneidade e credibilidade indispensáveis para a regulação de um sector profundamente ameaçado por interesses de natureza comercial e de controlo político.
São crescentes as ameaças ao sigilo profissional dos jornalistas, agravadas agora com a directiva da União Europeia relativa à retenção de dados de comunicações telefónicas e de e-mail.
Assim sendo, a comunicação social, torna-se “indispensável à formação, em condições de real liberdade, da opinião dos cidadãos e ao estímulo da sua intervenção cívica, à transparência da vida política, ao controlo democrático da acção dos órgãos de poder, à expressão genuína da vontade popular através do sufrágio, ao conhecimento das realidades e ao esforço colectivo para a solução dos problemas nacionais, à elevação do nível cultural da população e à aproximação, amizade e cooperação entre os povos.”
Dia da Mãe – POEMA À MÃE
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade

Para vocês Mães, em especial para ti minha Mãe!!!
Beijos e Abraços e muitos comentários!!
Até já!
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