Mãe Preta, O Amor da humildade e a frieza da ganância!

Caros(as) Amigos(as),
Trago-vos hoje uma música, certamente conhecida pela maioria.
Deixo-vos com ela (e uma pequena reflexão que não resisto fazer... Desculpem mas estou preso dentro de mim porque esta Sociedade me prende...), pois encontro nela bastante do passado português, muito do nosso presente e quem sabe também Futuro. Mas, infelizmente, não é só a história portuguesa a que se escreve com esta letra, estende-se à escala Mundial!
Porém, felizmente, o Futuro, esse somos Nós que ainda o escreveremos, e que o formulamos no dia-a-dia, basta querermos, basta acreditar, basta agir!
Outra coisa que não poderia deixar de questionar nesta música é se:
eu sou mais que alguém(???);
alguém é mais do que eu(???);
ou se o senhor branco é mais que Mãe Preta???
alguém é mais do que eu(???);
ou se o senhor branco é mais que Mãe Preta???
Duas respostas me saltam, embora tenha a plena convicção que só uma é a certa. Se aqui alguém é mais que alguém (que não o é!) é Mãe Preta que dá a sua coisa mais preciosa, o Amor, ao filho do senhor branco que bate no amor de Mãe Preta. Porém ninguém é mais que ninguém, logo ao termos todos a mesma condição de Humanos, temos que nos tratar de igual para igual!
Porquê tu explorares-me???
Porquê teres mais direitos que eu???
Porquê viveres melhor que eu???
Simplemsnte Porquê???
Porquê o filho do senhor Branco ter o carinho e o afecto que todos precisamos, um colo, e o filho de Mãe Preta ser acutilado pela chibata do senhor???
Porquê roubarem o amor a uma crinaça???
Porquê?????
Porquê teres mais direitos que eu???
Porquê viveres melhor que eu???
Simplemsnte Porquê???
Porquê o filho do senhor Branco ter o carinho e o afecto que todos precisamos, um colo, e o filho de Mãe Preta ser acutilado pela chibata do senhor???
Porquê roubarem o amor a uma crinaça???
Porquê?????
Podes ter isto tudo mais que eu, o que não devias (!), podes roubar o amor ao filho de Mãe Preta, no entanto o livre pensamento e o amor não me roubas o que me dá a capacidade de reconhecer e sentir que é urgente mudar.
É urgente o amor.
É urgente a solidariedade (Atenção que não é o mesmo que caridade!).
É urgente humanizar.
É urgente o amor.
É urgente a solidariedade (Atenção que não é o mesmo que caridade!).
É urgente humanizar.
Prosseguindo o encontro com esta melodia que nós fala ao coração, e de uma profunda sentimentalidade e expressividade que deixa bem vincado o que o Homem faz ao Homem!
E volto a questionar-me porque é que isto tem que ser assim???
Será que isto tem que ser mesmo assim???
Será que gostamos de isto assim???
Eu acredito que NÃO!
Acredito que todos nós no nosso intímo, até mesmo involuntariamente, paramos para reflectir e deixamo-nos tocar e encontramos um novo EU dentro de nós. Por isso acredito na mudança. Acredito em Ti, em mim, e no Outro que a Nós se à de juntar, e assim todos juntos como todos iguais conquistaremos uma nova sociedade.
Beijos e Abraços
MÃE PRETA
Pele encarquilhada carapinha branca
Gandôla de renda caindo na anca
Embalando o berço do filho do sinhô
Que há pouco tempo a sinhá ganhou
Era assim que mãe preta fazia
criava todo o branco com muita alegria
Porém lá na sanzala o seu pretinho apanhava
Mãe preta mais uma lágrima enxugava
Mãe preta, mãe preta
Enquanto a chibata batia no seu amor
Mãe preta embalava o filho branco do sinhô
by Piratini / Caco Velho
9 Palavras ao Vento:
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xico_margem.sul =), at Segunda-feira, Abril 10, 2006 4:32:00 PM
Adoro o que escreves! És realmente fantástico e rapazes como tu fazem muita falta! A luta é possível; a luta é o caminho!
O que precisamos é de companheiros da revolução, que connosco transformem o mundo num lugar melhor para todos.
Gostava de conhecer-te melhor... Enquanto isso, deixo-te um poema. Adivinha qual e de quem é. Mostravas realmente o que valias se acertasses. =)
Tengo mucho miedo
de las hojas muertas,
miedo de los prados
llenos de rocío.
Yo voy a dormirme;
si no me despiertas,
dejaré a tu lado mi corazón frió.
¿Qué es eso que suena
muy lejos?
Amor. El viento en las vidrieras,
¡amor mío!
Te puse collares
con gemas de aurora.
¿Por qué me abandonas
en este camino?
Si te vas muy lejos,
mi pájaro llora
y la verde viña
no dará su vino.
¿Qué es eso que suena
muy lejos?
Amor. El viento en las vidrieras,
¡amor mío!
Tú no sabrás nunca,
esfinge de nieve,
lo mucho que yo
te hubiera querido
esas madrugadas
cuando tanto llueve
y en la rama seca
se deshace el nido.
¿Qué es eso que suena
muy lejos?
Amor. El viento en las vidrieras,
¡amor mío!
By
jereviendrai_DD, at Segunda-feira, Abril 10, 2006 4:43:00 PM
Começando pelo fim, não acreditas em todas as pessoas. Achei particular interesse às tuas perguntas, se 'eu' era mais do que tu ou se 'eu' teria mais direitos do que tu. André formula a pergunta ao contrário. Se te referires a Portugal em particular rapidamente te digo que a 'sagrada' Constituição que tu defendes acerrimamente não salvaguarda os direitos de todos. Ou salvaguardará em demasia? Esta reflexão não serei eu a fazê-la, uma vez que para te escrever um comentários necessitei de a fazer anteriormente, e provavelmnte tu não acharás legítima a reflexão que te peço, mas... se alguém das pessoas que visita o 'teu' blog a fizer, dou-me por feliz!
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Margarida Lopes, at Segunda-feira, Abril 10, 2006 4:54:00 PM
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André Escoval, at Segunda-feira, Abril 10, 2006 5:08:00 PM
Cara jereviendrai_dd,
Em primeiro lugar agradecer os elogios que teces, mas não sou digno deles, sou um comum dos mortais que tem como objectivo primeiro o Fim da Exploração do Homem pelo homem! E como dizes acredito na luta, esta luta apaixonante que travamos a cada minuto, como meio d alcançar tal objectivo!
Em relação ao conheceres-me melhor também gostava de o fazer.
Em relação a este lindo poema, dizer que é do Grandioso Frederico Garcia Lorca e que o intitulou de "Aire de Nocturno".
Poema simplesmente lindo, obrigado!
Beijinho mt grande para ti, e obrigado pela tua visita.
Fico à espera de nova visita tua...
*
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André Escoval, at Segunda-feira, Abril 10, 2006 5:19:00 PM
Caro Xico_margem.sul=),
Lamento informar mas o seu comentário vai ser excluído!
Pois este blog não é lugar para difamação e calunía. Muito menos quando não me revejo no que diz.
A sua visita a este blog será sempre bem vinda quando for para discutir democráticamente!
Já agora também gostava de saber no que se baseia para fazer tais informações.
Saudações Democráticas!
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André Escoval, at Segunda-feira, Abril 10, 2006 5:20:00 PM
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xico_margem.sul=), at Quarta-feira, Abril 12, 2006 7:01:00 PM
Acertaste!
=)
Qd é q fazes um novo post?
Deixo-t outro poema; n sei s gostas =|
Beijos grandes ***
A cidade é um chão de palavras pisadas
A cidade é um chão de palavras pisadas
a palavra criança a palavra segredo.
A cidade é um céu de palavras paradas
a palavra distância e a palavra medo.
A cidade é um saco um pulmão que respira
pela palavra água pela palavra brisa
A cidade é um poro um corpo que transpira
pela palavra sangue pela palavra ira.
A cidade tem praças de palavras abertas
como estátuas mandadas apear.
A cidade tem ruas de palavras desertas
como jardins mandados arrancar.
A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de uma luz que não há.
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pétala.vermelha_dd, at Quarta-feira, Abril 12, 2006 7:18:00 PM
Olá!
Já tens um novo post!
Como não poderia gostar desse lindo poema do sempre vivo José Carlos Ary dos Santos.
Aqui ficam umas palavras dele « Quando eu morrer, vai ser em glória. Vai a classe operária toda ao meu funeral e eu, sentado no muro do cemitério, a vê-los passar!»!
E mais estas onde eu me revejo e procuro sentido quando escrevo...
«…Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
Falso médico ladrão
Prostituta proxeneta
Espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!»
Beijinhos e mt obrigado pela tua tão agradável visita!
Fico à espera de nova visita tua...
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André Escoval, at Quinta-feira, Abril 13, 2006 3:57:00 AM
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